Oficina 28/01/2022 - Objetivo em cena – Vanessa Rodrigues

Exercício

Turma até 8 anos:

A(O) PALHAÇA(O) DIDI E… QUEM É JUJU?

Bom dia a todos! Meu nome é Didi e, como você pode perceber, eu sou uma(um) palhaça(o).
Um palhaço muito bom, viu? Todo mundo ri das minhas palhaçadas. Querem ver? (Didi faz uma careta)
Eu sempre ganho muitas palmas aqui no Circo Brasil. Mas hoje não é sobre mim que vamos falar.
O que é uma pena, porque eu faço muitas coisas legais, vivo muitas aventuras, sou querido por todo mundo e…
Opa. Desculpem! Me empolguei. Hoje eu vou contar a história da Juju, a bailarina.
Quando a Juju dança, todo mundo fica encantado e… Ei! Que cheiro bom é esse? Parece macarronada. Eu adoro macarronada! Será que tem suco de uva também? Cadê meu prato?

Turma de 9 a 12 anos:

Aniversário da Vitória

Já sei!
A primeira lembrança que eu tenho do Didi foi no aniversário da minha prima Vitória.
Vitória era chata. Vitória é chata até hoje.
Minha mãe ficava repetindo que a Vitória era boazinha e me obrigou a ir, mesmo eu explicando pra ela que primo não é parente.
Essa foi uma das poucas coisas inteligentes que meu irmão mais velho me ensinou.
E a Vitória não era boazinha. Era filha única! Essas duas palavras juntas – filha e única – já significam “muito mimada”. É quase insuportável.
Além do mais, a Vitória era rica. Ou pelo menos eu a entendia como uma pessoa rica. Ou pelo menos ela se sentia assim e fazia questão de me fazer senti pobre. Eu não tinha problema nenhum em ser pobre. Eu tinha problema em ser primo(a) da Vitória.

Turma de 13 a 17 anos:

Discurso no coreto

O Ivan/a Ivana sempre foi um idealista.
Um dia, voltando do colégio, vi uma confusão na praça. Uns 20 funcionários da fábrica de sapatos se aglomeravam em volta do coreto escutando uma pessoa falar.
Era o Ivan/a Ivana. De calça jeans, camiseta surrada e gago/gaga.
Eu sempre achei aquela gagueira charmosa, sabia?
Ele/ela gesticulava, falava alto e gaguejava palavra sim, palavra não. E mesmo assim não dava chance pra ninguém falar.
Eu não entendia desse negócio de revolução, mas o que aquele moço/aquela moça falava fazia muito sentido pra mim.
Talvez a Marina não entendesse, afinal o pai dela era o dono da fábrica em que toda aquela gente trabalhava. Mas pro resto da cidade era a realidade.
Me aproximei.
Ivan/Ivana me olhou no meio da multidão e parou imediatamente seu discurso.
Eu não queria atrapalhar. Mas na hora eu soube exatamente o significado daquele olhar.

Turma +18 anos:

Aniversário da Vitória

Já sei!
A primeira lembrança que eu tenho do Didi foi no aniversário da minha prima Vitória.
Vitória era chata. Vitória é chata até hoje.
Minha mãe ficava repetindo que a Vitória era boazinha e me obrigou a ir, mesmo eu explicando pra ela que primo não é parente.
Essa foi uma das poucas coisas inteligentes que meu irmão mais velho me ensinou.
E a Vitória não era boazinha. Era filha única! Essas duas palavras juntas – filha e única – já significam “muito mimada”. É quase insuportável.
Além do mais, a Vitória era rica. Ou pelo menos eu a entendia como uma pessoa rica. Ou pelo menos ela se sentia assim e fazia questão de me fazer senti pobre. Eu não tinha problema nenhum em ser pobre. Eu tinha problema em ser primo(a) da Vitória.